Esse é o Brasil...
Brasil onde você só encontra lixeiras nas ruas com frequência quando está em bairros de classe média alta. Depois, o lixo no chão é culpa do povo, que é "porco".
Nesse mesmo Brasil, você encontra hospitais particulares que atendem de forma tão precária como os públicos (conforme diz a lenda...). Não adianta nada pagar uma fortuna em um convênio de assistência médica se você chega em uma clínica, depara com apenas três médicos para mais de 15 pessoas, espera mais de uma hora para ser atendido e depois ainda precisa correr atrás do formulário do seu convênio, inexistente no consultório (!!!).
E, incrívelmente, é no próprio Brasil que encontramos renomadas universidades federais (com "f" minúsculo mesmo) que nos oferecem mundos e fundos e, ao entrarmos lá, após um longo período de massacrante processo seletivo, nos deparamos com professores OBSOLETOS, em mentalidade e conteúdo, quando senão VAGABUNDOS (já vi um caso em que uma disciplina teve apenas cinco aulas em um período inteiro!). A estrutura é penosa. o Sistema??? Ah, esse mereceria um post especial. São notas que nunca chegam, obrigando, às vezes, alunos a repetirem matérias em que obtiveram conceito suficiente para a aprovação. São trancamentos e inscrições que são feitos e, quando vemos, o aluno tem seu nome reinserido ou retirado da pauta sem que haja um argumento para isso. Simplesmente, foi um "errinho no sistema".
Também é no Brasil (vive grande fase esse Brasil!) que políticos dizem "pouco se lixar" para a opinião pública e saem impunes, às vezes até reeleitos.
No próprio Brasil, o choro da Maísa ao ver o "menino-monstro" no programa do Sílvio Santos é assunto para uma semana de repercussão em emissoras de pouco conteúdo e muita apelação.
E, claro, é no Brasil que, em meio a tantas coisas que deveriam ser tratadas com maior importância, o Lula deixa de ser presidente para ser torcedor e ganhar camisa autografada do Ronaldo.
O pior é que não se vislumbra alguém para melhorar a situação. O pior é que este poço pode ser ainda mais fundo do que pensamos.
terça-feira, 12 de maio de 2009
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